Todos nós já nascemos hackers.

Temos nossos sentimentos na palma da mão.

Hackers de coração e o ser humano do pós-digital. Uma resenha para reflexão.

De uns tempos para cá começamos a viver uma grande revolução, ainda maior do que todas que a humanidade já presenciou. Ela é uma grande mudança tanto externa, com o crescimento exponencial da tecnologia nos últimos 50 anos, quanto interna, onde os sentimentos tomaram outras formas de expressão, muitas vezes nada ortodoxas para a linha de pensamento e conduta vigente para a época. E aí está o grande barato disso tudo.

O termo hacker tem como definição pessoa com grandes conhecimentos de informática e programação, que se dedica a encontrar falhas em sistemas e redes computacionais. Na minha opinião, isso transcendeu à tudo que se refere ao nosso sistema: o corpo humano. Com a evolução do aprendizado de máquina e a inteligência artificial, ficou claro que a nossa ânsia por grandes conhecimentos e pelo avanço da própria tecnologia que criamos se transferiu para criarmos ferramentas para “hackear a nós mesmos”. Nossos “arquivos pessoais”, ou DNA, já são um livro aberto e pronto para decifrá-lo por completo.

O futuro?

O futuro é o agora

Teste genéticos como o 23andMe já são tão populares que já não parece assunto de ficção científica. Todas as lembranças que tínhamos (este que vos escreve, pessoalmente) quando na infância liamos a literatura de Isaac Asimov, Arthur C. Clark, Julio Verne, entre tantos outros, já são realidade, e estas mentes privilegiadas “hackearam” o que achávamos que seria impossível: os limites da nossa imaginação. Um sentimento, que para mim, não é algo somente da mente, mas muito do que temos no coração.

Como diz meu amigo e gênio da atualidade, o Gustavo Nogueira , atualmente vivemos uma mudança de era, um novo Zeitgeist, um mundo pós-digital. Isso mesmo que você leu. Estamos nesta mudança (que geralmente leva alguns anos até se consolidar e ser assimilada pela sociedade) e, como toda mudança, existe a resistência de compreender. Como exemplo prática, antes de cada mudança, existe a bagunça que um novo modelo causa ao invadir o “status quo” vigente, ou somente já defasado. Até uma nova ordem se estabelecer, a sociedade se torna caótica, desorganizada até que aparece uma nova ordem para colocá-la novamente nos trilhos.

O calor que o coração fornece enobrece a alma.

O amar ficou líquido.

A relação do amor se modificou. Segundo o filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vivemos uma época de relações líquidas. Apesar desta nova concepção do que são os relacionamentos atualmente, algo ainda permanece intacto, apesar de tudo. Com toda a alteração na vidas e nos relacionamentos, com a globalização e suas distâncias cada vez mais curtas, com o próprio sentido de gênero, que tanto se discute e gera controvérsias em todas as camadas da sociedade, algo em nós permaneceu incólume: o coração. O ser humano da era pós-digital terá como guia não somente os adventos da tecnologia, os Wazes, Gps, Google Maps, mas também algo que o guiou até hoje a todas as revoluções que ele mesmo criou: o nosso coração.

Está chegando o momento.

Rise of the human machines

A máquina que nos mantém vivo e seguindo em frente será o força motriz que fará todos transcenderam a um novo patamar, não somente como pessoa e ser humano, mas também nos guiará à singularidade, uma concepção de idéia surgida por volta dos anos1950, com o matemático húngaro John von Neumann, um dos responsáveis pela criação dos computadores e um dos maiores cientistas do século, que disse que as tecnologias poderiam chegar a um ponto além do qual “os assuntos humanos, da forma como os conhecemos, não poderiam continuar a existir”.

Em estudo de futurismo, a singularidade será uma realidade. Pode parecer assunto de livros e filmes de ficção, mas é chegado o momento em que sim, seremos ciborgues. Quem sabe já não somos? Não vivemos sem o celular, por exemplo, e quando você precisa recarregá-lo, já nos acostumamos a dizer: “me empresta o teu carregador, pois estou sem bateria”. Não é verdade?

Tudo muda, mas não muda

São mudanças sutis que estamos presenciando, mas que estão acontecendo. E o mais importante de tudo é que não percamos aquilo que nos faz seres humanos: a capacidade de amar e deixar o coração guiar as nossas melhores decisões. Isso é o que nos move. E desejo, de coração, que nunca esqueçamos disso.

Em pouco mais de 500 anos, vivemos a Era Moderna, a Era Pós-Moderna e a Era Digital. Nosso pulso e nosso passo acompanharam a Revolução Industrial: a habitação acompanhou a indústria, a alimentação acompanhou a indústria, a escola acompanhou a indústria e os mindsets também. Esse joguinho viciante de aumentar a eficiência das coisas vem perdendo a graça. Tem ingrediente novo nesse Molho Secreto e ele se chama coração (ou apenas ❤️). Vamos juntos desvendar esse molho?

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